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Pensar ácido, duro, mas sugestivo! Trazendo reflexões importantes para a sociedade em geral

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

O magnífico mundo dos incompreensíveis/ incompreendidos Moradores de Rua

ATENÇÃO: ESTA CRÔNICA FOI FEITA A PEDIDO DO Renan Wangler, PARA A SUA REVISTA LITERÁRIA A Elipse  - neste caso para a revista número 2, que por sua atual agenda de monografia e tal não poderá dedicar atenção. COLOQUEI O TEXTO AQUI NA ÍNTEGRA, MAS CONVIDO VOCÊ A CONHECER A REVISTA NÚMERO 1 DE RENAN. NO MAIS O CONTEÚDO DA REVISTA TAMBÉM É INTERESSANTE. ENFIM... VAMOS AO TEXTO!

            ATENÇÃO: Falarei sobre os medos sim, mas antes, uma pequena reflexão!

Num mundo cada vez mais desumano, e ao mesmo tempo fascinante, buscar o reconhecimento em cada mente; na importância entranhada nos detalhes dos seres humanos mais improváveis, é escancaradamente tida como inútil e inviável do ponto de vista estético, em muitas cidades do planeta, mas é de extrema importância, uma abertura nesse sentido.

Falar da questão de produção literária nesse filão é meio que complicado. Mas ao mesmo tempo se torna simples, pois vivo há quase sete anos no meio de pessoas, que, nas palavras de uma jornalista de Salvador, "são os miseráveis e famélicos que resolvi me juntar." Talvez sim, miseráveis, e talvez sim, famélicos. Mas extremamente fascinantes quando se chega perto.

Quando se tem oportunidade de conversar, sorrir, brincar, descobrir. Se você tiver coragem e abertura suficiente pra entendê-los de perto, provavelmente, mudará em muito suas opiniões em relação a estas pessoas. É. São sim, PESSOAS. Pra chegar a uma análise das dificuldades dos Moradores de Rua, com a questão, "produzir no Mundo Literário" como me pediu o Renan, é preciso entender um pouco dos paradoxos que essa questão traz à tona. É preciso se dedicar a detalhar e esmiuçar um pouco mais do que representa, na realidade, a situação de pessoas com histórias e razões tão distintas pra se encontrarem, hoje, em situação de rua. Temos que observar que muitos produzem seus trabalhos, mas por não estarem conectados à nova realidade da comunicação no mundo, acabam se restringindo à produção que jamais alcançará o público consumidor de cultura de qualidade. Pessoas ávidas por novidades no cenário literário acabam presas às malhas do funil das grandes editoras e dos nomes mais importantes no mundo das letras. As dificuldades de se ter seu trabalho publicado, lançado e distribuído, são monumentais, principalmente, aos que resistem irredutivelmente, a entrar no mundo dos avanços tecnológicos de informações que representa a internet hoje em dia. As editoras impõem muitos limites e restrições à análise de obras, a qualquer pessoa, independente, de ser ou não Morador de Rua. Mas por ser excluído social, claro, isso é mais complicado ainda, principalmente, por essas pessoas na sua maioria, talvez, não ter documentos. Muitos tiveram, mas perderam, ou foram roubados, ou tiveram a documentação queimada, em alguns casos, e outras ainda têm muitas dificuldades pra tirar novamente a documentação, pois perderam a Certidão de Nascimento, e outras vezes, têm dificuldades em recuperá-la através dos órgãos públicos. Por muitos não serem das cidades que se encontram no momento, vão aos cartórios, fazem pedidos de segunda via às cidades de origem, mas não conseguem resposta. Ou ás vezes demora meses pra chegarem. Assim não conseguem tirar identidade. Então se torna complicado.

Há também o fato, de que, muitos, vivem tão traumatizados, por serem sempre tratados com desprezo, como intratáveis, imprestáveis e etc, que perdem as esperanças de conseguir um caminho de volta à sociedade, que é a sua vontade mais profunda, em alguns casos. Mas a sociedade se fecha, e por pura ignorância, ou por não terem acesso a estas pessoas, perdem grandes chances de conhecer alguém fora do seu círculo comum de parentesco e amizades, tornando-se assim, prisioneiro da sua inacessibilidade ao desconhecido.

Através da minha cruzada, estou conseguindo por intermédio do meu trabalho, desmistificar todo pensamento em relação a pessoas consideradas lixo. Dessa forma, a melhor colaboração que estou conseguindo dar à sociedade, às autoridades e aos próprios Moradores de Rua, é o lançamento de meu primeiro livro, que tem como título "O Choque de Ordem... para recolher Moradores de Rua do Rio, em sua veia completamente equivocada...", no qual abordo de forma ampla numa curta explanação de 108 páginas, toda a forma de equívocos nas abordagens municipais do Rio às pessoas de rua. Mostrando que a velha maneira de tratamento dispensada a este filão da sociedade, não provoca mudanças nem duradoras e muito menos eficazes, pois desumanizam pessoas, que estão ali por razões diversas. Pior, não resolvem o problema. E todas as vezes que há alguma reação violenta pra "limpar" as cidades, extermínio e etc, as repercussões na mídia, tanto municipal, estadual, nacional ou até mesmo internacional, são tão negativas que não compensam as ações, que trazem mais problemas às instituições do que supostos benefícios, pois não resolve, e o pessoal de rua, por pura vingança, volta a encher as ruas, e pior, mantém tudo mais sujo ainda, incomodam mais pedestres e etc... Dessa maneira, não há como resolver.

Existem nas ruas, muitos profissionais que eram para estarem sendo aproveitados, e outros ainda, até querem ser úteis, mas infelizmente não têm voz dentro de uma sociedade burra, que deixa de lucrar por não saber aproveitar grandes mentes. Estes por sua vez, não têm força para sair da grande trincheira, que são as ruas. E muito menos visitar os meios culturais e sociais que a sociedade comum frequenta. Sendo assim, não podem acompanhar o volume de informações e os avanços tecnológicos que o filão INTERNET, por exemplo, pode oferecer. Muitos não têm coragem de entrar numa Lan House (casas comerciais de acesso à internet paga) por exemplo, nem nas Bibliotecas, principalmente por estarem sujos e por, muitas vezes, não saberem, que apenas fazer um asseio corporal básico, (já vacilei muito nesse quesito) guardar uma roupinha melhor, e se comportar com fineza e educação, pra que possa, ser de certa forma “aceitos”, em determinados locais é o suficiente pra se ter acesso a muita informação e assim desenvolverem seu potencial, pra que possam, com isso, começarem a produzir algo de útil que a sociedade possa comprar e consumir. E depois, será muito interessante que a sociedade saiba que está consumindo produção de um excluído (a) social. Isso é que a sociedade precisa aprender a observar, e o Morador de Rua, compreender que enquanto ele não se tornar útil à sociedade de alguma maneira, e mostrar a ela que pode produzir algo que ela possa comprar e consumir, ele sempre será tratado com indiferença e desprezo.

Nós Moradores de Rua precisamos saber que só seremos aceitos e respeitados, assim que nos conscientizarmos que só produzindo, e principalmente nos comportando em ambientes comumente frequentados pela sociedade, é que vamos nos surpreender, surpreendê-los e no final, sermos felizes, reconhecidos como produtores de cultura e conteúdo, e sermos enquadrados em projetos que nos estimulem a produção pra nós e pro crescimento do nosso país. Só assim, amigos, só assim, seremos mais que meramente LIXOS. Até mais.

Agora você se pergunta: O que tudo isso tem a ver, com o tema “Medo”?

Na verdade, nada tem a ver. Mas então o que se pode pensar, quando o assunto é o medo, sem rodeios, e direto no ponto? Viver nas ruas, de fato, não é nem um conto de fadas, e pode trazer grandes, e em alguns casos, irreversíveis conseqüências. Entre elas está exatamente, o medo. Este sentimento que assola grande parte da humanidade, e nos assombra também. Assombramos e muito a população, que pela falta de contato, os preconceitos, e principalmente pelas decisões políticas que, em geral, não priorizam os seres humanos, suscetíveis a mudar bruscamente o curso do caminho, ficam reféns dos seus terrores. Entre tantos, a aversão contínua e muitas vezes equivocada, pela falta de aproximação do convívio com pessoas de rua. Porque costuma ser equivocada e até exagerada, esse correr do desconhecido, que muitas vezes, foi até seu vizinho, ou alguém que no futuro, você descubra que tem histórico e proximidade com alguém que você conhece? Ou até com você mesmo (a)? Sim!!! É possível. A probabilidade é pequena, mas pode sim, ocorrer.

Provocamos e nos provocam medos!

Em geral, provocamos medo, pela nossa aparência, atitude criminosa de outros, e principalmente, pela pessoa, da sociedade, não saber o que esperar daquele maltrapilho que se aproxima. Por isso, que muitos criminosos estão mudando suas táticas e preferem o terninho engomado; o cabelo bem cortado; o perfume de grifes famosas... Dentre outros assessórios “insuspeitos”. Paro, perto de uma faixa de pedestre, onde as pessoas aguardam que o sinal feche o trânsito para que possa seguir meu destino. E... Alguém, em geral, mulher, se afasta imediata e bruscamente. Por medo, pavor, terror, ou.... Meramente preconceito mesmo. Normal. Não me conhece, não sabe que eu sou e muito menos minha intenção. Bom. Pelo medo de ser roubada (o), muitas vezes dá sinais claros que carrega algo de valor, pois ao me ver, a primeira atitude, no caso de pedestre, é puxar a bolsa. Colocar debaixo do braço, tentar colocá-la num lugar “seguro”.

Por que não é tão seguro assim? Porque quando o ladrão vem pra atitude de roubar, assaltar e etc... Não adianta esconder, colocar bolsa embaixo do braço... Porque se ele vier pra levar, não tem pra onde correr. Vai levar de qualquer maneira. Nem que precise atirar, esfaquear, mutilar, agredir, esfolar, te derrubar e te dar um monte de socos, ele vai levar o que lhe interessa. Mas as pessoas têm a equivocada impressão de que, se colocarem nesse tipo de defensiva, conseguirão salvar-se de um possível ataque. Ilusão pura! E ainda incita o ódio em que não está nas ruas com intenções marginais. O caso de muitos (as).

No caso de motoristas de automóveis, e mais uma vez, na maioria dos casos, mulheres, há as velhas e indignantes, pra nós Moradores de Rua, fechadas de janela em nossa cara. Na verdade, muitas fecham não por medo de nós e de nossas atitudes, mas sim para nos comunicar que estão em seu mundo fechado e não quer invasão de pessoas que são consideradas imprestáveis. O medo as assombra, mas não é só isso. Sei que não é apenas este lado sombrio dos sentimentos humanos que a aflige.

Falando um pouco agora de nossos medos

Também como seres humanos que somos, temos nossos medos e em alguns casos, terrores. Mas o que nos aflige mesmo é um receio que não está listado no óbvio. Que é exatamente, a falta de perspectiva e principalmente as incertezas em relação ao futuro. O que costuma doer e nos atormentar é o fato de não saber se conseguiremos sair da situação de rua um dia. Ou se esta será nossa condenação perpétua. Esse é com certeza o maior de nossos medos. Todos os outros são administráveis.

Somos “o desconhecido” que provoca temor, mas temos medos também. O maior problema de quem dorme na rua, é o receio de ser agredido nos momentos de descanso. Necessário a qualquer ser vivo. Precisamos descansar das batalhas de sobrevivência do dia-a-dia. Então quando vai caindo a noite, precisamos encontrar algum local, para o descanso. Nosso colchão costuma ser adaptado com qualquer forro que não permita o contato direto do chão, banco de praça, e etc. com nosso corpo. A maioria de nós recorre ao recurso mais disponível fácil de encontrar, que é o famoso papelão. Que sempre é encontrado em qualquer cidade em que o comércio é ativo. Depois de resolvido a questão logística, é hora de encontrar algum canto pra forrar e finalmente, cair no sono. Muitos, não conseguem dormir direito, por medo de sofrer algum tipo de agressão. Outros, por aprontarem durante o dia, temem serem assassinados a paulada, facada, ou como uma tocha humana. Recursos na maioria das vezes, usados como acerto de contas. Por isso, uns optam por beber, outros por se drogarem pra anestesiar-se pro sono nas madrugadas. Há o receio dos “playboys” que costumam nos chutar ou até agredir. Seja sozinhos ou até em grupo. Principalmente finais de semana, quando vêm das festas, baladas, e costumam encher a mente de drogas lícitas e em muitos casos, isso não é segredo pra ninguém, das ilícitas. O lance deles é “curtir” a noite e extravasar seus preconceitos, suas vontades de exterminar o desconhecido e que o incomoda, por estar fora da sua realidade social. Tem também a agressão do poder público que muitas vezes querem, pressionados por empresários, pela imprensa e pela própria população, nos “varrer” literalmente das ruas. Para isso costumam nos recolher, e jogar para “abrigos” municipais que parecem mais uma prisão semi-aberta. Onde impera a sujeira, a nojeira insalubre, e a ameaça permanente de foco de doenças contagiosas como a Tuberculose e a Conjuntivite, por exemplo. E a lei do mais forte. Então, pra você que dorme aí na sua casa, dentro de um lar, não é tão fácil imaginar como é dormir nas ruas. Por isso, que penso, que foi esse o motivo que me fez cair nas ruas. Para ser um portador da comunicação entre dois mundos tão próximos mais tão distante como a sociedade formalizada versus os moradores de rua. Dois mundos diferentes, mas que na verdade é a prova de que um é cria do outro. Nos moradores de Rua, somos cria da sociedade política e burocrática social brasileira. E estou aqui pra ser o elo entre essas duas realidades tão distintas. Não pra fazer um aceitar obrigatoriamente o outro, mas apenas para esclarecer que podemos compreender o universo de cada um sem precisar aceitá-lo. Não há essa necessidade! Entender já é o suficiente para que os mundos, como um imã, tentem uma aproximação, lenta, gradativa e sem mágoas.

Carlos de Albuquerque
Rio de Janeiro, 25 de Abril de 2011

IGREJAS, ONGS e POLÍTICOS/PROJETOS SANGUESSUGAS-VAMPIRÍSTICOS, que estranhamente depedem de nós Moradores de Rua.




ATENÇÃO: ESTA CRÔNICA FOI FEITA A PEDIDO DO Renan Wangler (LINK), PARA A SUA REVISTA LITERÁRIA A Elipse (LINK)QUE VOCÊ PODE CONFERIR CLICANDO NA IMAGEM DA CAPA. COLOQUEI O TEXTO AQUI NA ÍNTEGRA, MAS CONVIDO VOCÊ A CONHECER A REVISTA DE RENAN. MINHA CRÔNICA SE ENCONTRA NA PÁGINA 46, E TEM GRAVURA E TUDO. TÁ BEM LEGAL. NO MAIS O CONTEÚDO DA REVISTA TAMBÉM É INTERESSANTE. ENFIM... VAMOS AO TEXTO!

Falam mal de nós Moradores de Rua, mas há muitas destas chamadas instituíções do "BEM", ou será... "DO MAL", vivem e até estimulam a perpetuação da nossa situação, pois há múltiplos interesses. Seja ideológico, seja financeiro, seja por puro preconceito, e/ou dogmático. Percebo muitas armadílhas disfaçadas de... "Ajuda ao próximo". O fato de cairmos numa vida de muitas privações e principalmente, com tendência a entrar em vícios destruidores, não é o caso de todos, claro, faz com que essas ditas, pessoas e instituições de "BEM", aproximem-se de nós, com o intuito, única e exclusivamente, de se promover, assim como, confirmar e reafirmar a todo momento para a população, o quão são importantes por nos ajudar. Mas a real mesmo é que em muitos e muitos casos, somos usados como ferramenta de promoção para os diversos e mais obscuros interesses. Posso citar vários exemplos, do qual tenho observado, por mais de 6 anos nas experiências práticas que tenho aprendido ao morar na rua e em situação de excluido social.

VAMOS A ALGUNS EXEMPLOS

Instituições Evangélicas. São as mais fortes no sentido "CARIDADE". Na verdade, usam nossa fome como ísca para tentar impor seus sermões biblísticos-vampirísticos, dizendo que tem que alimentar nossa barriga, mas que também precisa "encher" nosso "espírito" com a palavra de dEUS. Com esse objetivo como meta, muitas igrejas Evangélicas, incluindo as famigeradas ceitas, impões-nos suas palavras pescando-nos pela fome. Ou seja, não existe essa de "fazer o bem sem olhar quem" e muito menos, "dar amor incondicional", pois o amor a nós é cruelmente, em alguns casos, torturante e principalmente ludibriador e condicional, sempre com a desculpa de que precisamos de alimento físico, mas também, "espiritual". Mas acho tremendamente contraditório tais afirmações, pois, só o fato de estarmos com fome naquele momento e ter que esperar, em alguns casos, mais de uma hora de sermões e trechos bíblicos, e só depois de muita ladainha, é que somos servidos, é completamente louco e insano. Como podemos acreditar que estão usando as pALAVRAS de dEUS, para nos aliviar o "espírito", nos mantendo de mau humor? Pois a maioria de nós, está ouvido tudo aquilo, meramente porque queremos aliviar nossa barriga... Louco isso... isso não quer dizer, no entanto, que não há evangélicos que são bons e de corações puros. Mas são tremendamente raros. Pois a a maioria, usa essas instituíções como fachada, para tentar passar para a sociedade uma certa limpeza e uma busca de uma tal salvação, que por conta dessa última, até mesmo coagem fortemente os rebeldes e principalmente, a maioria da população fragilizada pela fome, pelos problemas familiares, financeiros e etc. Usam uma fachada de "bom cristão", com o intuito de intimidar as pessoas a se unirem ao rebanho, ou... Já sabe. Ameaças, medos de desastres pessoais, familiares e etc, são apenas alguns dos absurdos com que as pessoas que não querem seguir a sua linha biblística, são bombardeados. Mas enfim... Não me prolongarei muito nesta reflexão para não fugir muito do tópico em questão. Não são apenas evangélicos. Acentua-se eles nesta explanação por serem os mais intensos e destacados nos exageros das ações. Católicos, espíritas e outros também aproveitam da perpetuação da miséria para passar uma fachada de bom samaritano para a sociedade que é despreparada para perceber as intenções além do óbvio. Também, não estou dizendo que nos alimentar deve ser banido, mas que deveria ser mais puro e menos calculado, esse tipo de ação. Sem intenções escusas. Assim, fazendo jus, sem sombra ao bordão... "Fazer o bem sem olhar a quem" ou "dar amor incondicional" de fato, não dentro da ótica da hipocrisia.

As ditas e famigeradas ONGS - (Organizações Não Governamentais), me dão um mal estar só de ver essas letras, principalmente, por acompanhar através da imprensa há alguns anos, a trajetória não tão isenta, no qual estas instituíções se envolvem. Conheço um caso em Salvador-Bahia-Brasil, em que uma delas, o Liceu de Artes e Ofícios, que tinha como principal meta, ministrar cursos de teatro, música, dança e etc, para alunos de comunidades, e que foi fechado há uns 3 anos, por ter sido acusada de desvio de verbas milionárias. Ou seja, com a fachada de ONG, causou fortes prejuízos aos cofres públicos. Claro que este é o exemplo mais claro, que me surgiu na mente, mas há muitos e muitos casos, destas novas instituíções de fachada e que servem mais para objetivos pessoais e excusos. Sempre com a bandeira da inclusão social e etc.

Por último e não menos importante, vem os Políticos e Projetos, que têm sempre uma "boa intenção" com suas promessas de campanha, para com os eleitores, no sentido de se fazer projetos para resolver as questões de anseio social. Um dos muitos incômodos sociais que motivam a ída da população às urnas com um ínfima esperança que seja, é a de que vossos representantes consigam resolver, a questão dos Moradores de Rua, que é a estética da sujeira, e considerada por ela, como os inúteis vampíros sociais, que é inadmissível e intragável pela socidade em geral. Mas acabam (Moradores de Rua) mesmo é servindo apenas como ferramentas de marketing (propaganda) que servem para promovê-los às suas cadeiras de "Vossas Excelências". Mas o mais contraditório mesmo é que muitos Moradores de Rua, votam, outros, como eu, justificam o voto, por estar forado domicílio eleitoral. Mas marcam presença nas urnas, inclusive, votando até mesmo em seus repressores. As políticas públicas direcionadas a este filão da sociedade, em geral, são inúteis e insuficientes para resolver e principalmente erradicar das ruas o problema, que é a presença dos marginalizados sociais. Querem levar as pessoas de rua, para locais inumanos, insalubres, na sua maioria, com características de presídio semi-aberto, ou seja, são locais em que sobrevive a lei do mais forte. Também, as prefeituras e admistrações - que é o caso de Brasília, minha terra natal - querem colocar o pessoal todo dentro de seus caixotes de acumulação humana, e tentam afastá-los dos Centros das Cidades, principalmente das Capitais. Mas nuncam conseguem segurá-los lá, já que a a maioria tem que trabalhar na reciclagem do comércio, e ninguém, nem mesmos os esquizofrênicos querem ficar isolados nos matos como animais inúteis, e tomando os leitinhos e as farinhas, em horários pré-determinados, e depois tendo que despejar tudo em banheiros emporcalhados, com vasos estourados, entupido, alagados, e cagados. E logo a noitinha, se preparar para dormir em seu colchão fino, estendido no chão do galpão, uns por cima dos outros. Com os "bad boys" e "pit bulls", ameaçando-o pelo simples fato de olhar em alguma direção. Indagando em alguns casos: "Qual foi parceiro? Tá olhando pra minha mulher porquê? As vezes a cara nem mesmo está olhando na direção dela, mas o "pit bull" quer brigar, então ele tem arranjar alguém mais fraco para ele confirmar a sua força. Afirmando assim a sua "autoridade" perante os outros. Também, muitas vezes, do nada e sem motivos, o cara olha para você e... "Aí. Você tem uma cara de viado da porra! Vou cortar esse cabelo seu na faca. Não gosto de você. Sai da minha frente, fila da puta"! E assim, muitas pessoas de rua, não aceitam ficar nos "abrigos" pelos motivos acima. Então, foi isso que me motivou, ao chegar aqui no Rio de Janeiro e tomar o primeiro "bote" do Choque de Ordem, foi que escrevi o livro: "O Choque de Ordem... Equivocado". Que fala dessas questões. Então, por todas as questões colocadas acima, é que torna estas pessoas e instituíções os vampirísticos sulgadores profissionais. Se eles doassem 10% de todo o sangue armazenado dentro de vossas barrigas, os HEMOCENTROS da vida, talvez, nunca mais reclamariam de falta de sangue. E assim, eles sulgam e são sulgados, assim como nós, que sulgamos e somos sulgados. Então a sociedade é de fato, analisando melhor, uma legião de vampiros que não olham para o próprio rabo. ;o

AGORA VAMOS A MAIS DUAS REFLEXÕES

Também tem os casos de muito se muitos talentos perdidos e disperdiçados nas ruas, porque a sociedade insiste em condenar todos aqueles que não se enquadraram dentro de um contexto de escravidão histórica das sociedades sulgadoras de talentos intelectuais e principalmente, despreparadas para aproveitar as neurônicas-inteligentícias.

Já o fato dos perigos de dormir de forma tão exposta nas ruas, calçadas, marquises de edifícios e etc, é meio contraditório. Na verdade, não é tão perigoso dormir nas noites, mas tem algumas regras, que não são absolutas, claro. Mas que se observadas, podem lhe dar o passaporte de uma vida inteira pelas calçadas. A não observância, pode programar o seu fim, rápido e de forma cruel, em alguns casos. Mas por favor, jamais queira vir para as ruas, porque até chegar ao estágio do "sossego", o caminho é espinhoso. Em geral, quando há notícia da morte de um Morador de Rua, vem atrelado algum motivo. Fora o caso mais famoso, que foi o do Índio Galdino, que foi queimado vivo, lá em minha terra, por quatro jovens da elite de Brasília e já estão soltos e vivendo normalmente, a maioria das mortes que acontecem nas ruas tem algum motivo. Podem ter sido motivados ou por brigas, discussões, durante o dia (vingança); pode ter sido porque um deu uma "volta" (pegou dinheiro do outro e não pagou) no outro; usuário pode ter pego uma droga e não pagou o dono (traficante e etc...); pode ter cometido roubos durante o dia, e ao dormir exposto, as vezes até a própria vítima o pega dormindo e não perde a chance; tembém há casos em que uns de rua, passam e vêem o outro dormindo e com algo, objetos, roupas ou até dinheiro "dando mole", "de bobeira", e aí... Zap! Leva. Mas às vezes é descoberto e depois, destemível, fica dormindo de boca aberta, lá, largadão... Ele deve e aínda fica no mole. O credor passa. Escolhe a "arma", que pode ser um ou dois litros de álcool; ou um porrete; punhal; faca; boca de garrafa; ou num dos mais cruéis métodos de eliminação. Pegam uma pedra, de no mínimo 15 kg e... PÔLL na cabeça!!! Já era. Este último modo de eliminação é o que os vampírios mais gostam. Sangue fresco, rápido e abundante. Mas são práticas motivadas pela ação da vítima durante o dia. Na rua, todo mundo sabe onde encontrar todo mundo, e facilmente dribla testemunhas, ou não. Então. Salvo nos casos, dos playboys das elites, que gostam de nos chutar pelas madrugas, simplesmente por não nos entender, a gente consegue viver anos a fio na vampirística noite. E na noite é preciso sangue no olho pra viver. Assim vivemos.

Carlos de Albuquerque
É cantor e escritor brasiliense e mora nas ruas do Rio.
Rio de Janeiro, 17 de Dezembro de 2010

Desculpem a demora em postar alguma coisa por aqui...

Olá pessoal, peço desculpas pelos dias que fiquei sem postar novidades aqui no Blog. É que estou melhorando o espaço pensando justamente em vocês. Pretendo colocar aqui, sempre que possível, ferramentas para sua utilização e também mais textos reflexívos, como de costume. Tenho uma infinidade de conteúdo em arquivo que posso compartilhar com vocês. Então, tenha um pouco de paciência, e de vez em quando, quando puder, quiser e tiver tempo, volte aqui, pois me esforçarei, dentro de minhas limitadas condições, alimentar este espaço com conteúdo de qualidade. Abraços e mais uma vez, seja bem vindo (a) sempre!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Meu comentário em foto enviada por Raquel Martins, sobre Liminha e Paralamas do Sucesso...


      Foto extraída do perfil no Facebook de Raquel Martins

Nesta foto: Raquel Martins, Liminha Rio (fotos)
26 de junho ·CurtirCurtir (desfazer) ·
8 pessoas curtiram isto..

Duda Silveras: Que foto essa hein!!! Liminha,meu gurú,Herbert,minha inspiracão pra compor e exemplo de vida!!!
26 de junho às 23:10 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoa

Flávia Salgado: que espetáculo de se ver......lindus!!!!!!!! liminha parabéns....:)
27 de junho às 00:03 · CurtirCurtir (desfazer).

Carlos de Albuquerque: E... "A novidade veio dar a praia"... Como já eternizava "Os paralamas do Sucesso". Banda esta, que até hoje sobrevive bem as oscilações, e principalmente a condenação de "fim de banda", e em alguns casos, ao ostracismo e esquecimento geral.... Certa vez, ouvi uma gravação de Renato Russo, em Salvador na casa de Josué, irmão de minha amiga Arliete, em que dizia que Hebert Viana tinha uma noção de mercado tremenda. E é verdade. "Os Paralamas" estão aí. Ainda que, com seu lider máximo, condenado, por enquanto, espera-se, a uma cadeira de rodas, a vencer muitas e muitas barreiras, e principalmente, as oscilações e interesses de mercado. Assim, sempre na ativa, marcando ainda mais seu nome e trajetória, na história da música brasileira. Noção de mercado? Renato tinha razão. De mercado e de vida. Marcando, repito, território. Assim, mais uma vez, alça vôo com o grande Liminha, que não deixa que ninguém esqueça aquela fabulosa linha de baixo de Fulgás que Marina Lima gravou, e que, com seu precioso talento, contribuiu para etenizar, quase que em sua totalidade, grandes nomes da música brasileira e alguns casos (não posso confirmar essa parte... srsrsrs), mundial. Dá-lhe Liminha! Dá-lhe Hebert, Barone, Bi e "Os paralamas"... em mais um de seus grandes desafios.
28 de junho às 22:24 · CurtirCurtir (desfazer).

Fabiano Loren: Feraaaaaaaaaaaaaaaas do Brasil, muito obrigado por nos mostrar o caminho da música verdadeira, salveeeeeeeeeeee
há 4 horas · CurtirCurtir (desfazer)

Reafirmação desnecessária e incoerente no ônibus da OAB-RJ

Agora a pouco, cruzei, na Rua Gomes Freire-RJ, com um ônibus da OAB, com a seguinte frase: "Ônibus gratuito para advogados". Incoerente e desnecessária. Advogados ganham rios de dinheiro e ainda precisam ter reafirmada sua necessidade de transporte da instituição??? A logomarca da OAB naquele veículo, já diz tudo. É mais que suficiente para o seu propósito.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A sua imagem virtual pode trazer consequências positivas ou negativas, em alguns casos irreversíveis!

Taiane ******** via Facebook: Hoje uma pessoa qual adoro muito,veio me dizer que eu me visto mal e de forma vulgar.Que meus vestidos sao muito curtos,que os meios seios estao sempre de fora,que minhas saias sao curtas demais.Eu particularmente nao concordo com essa pessoa,me visto da maneira que me sinto bem,como se veste uma bella mulher bonita e cheia de alto-estima.Sempre fui uma mulher do bem,com minha Dginidade e respeito e nao penso que mesmo que eu me vista assim,me faça ser essa mulher do bem e respeitada que sou.

Taiane ******** via Facebook:  carlos leia e comente o que eu escrevir no meu perfil, ok?

Carlos de Albuquerque: Comecei aler e me distraí... leio agora.. Pô! Complicado. Mas vou comentar...
 
Carlos de Albuquerque: Bom. O fato do critério de vestuário, depende um pouco do tipo de impressão que quer se passar. Se vc for dessas pessoas que vivem de forma alternativa e a vida profissional não for afetada por um perfil público... Tudo bem. Não sei se o comentário da pessoa foi com o intuito de lhe abrir os olhos pra sua imagem pessoal, o que é válido e positivo, ou se existe algum tipo de recalque, o que no Brasil, chamamos de... "uma pontinha de inveja"... Tudo depende da imagem que vc quer passar. Profissionalmente, se vc trabalha de forma independente e não há ninguém hierarquicamente que possa ter poder de decisão, na sua permanência, ascenção e etc... em alguma empresa, tudo bem. É válido sua forma independente de valorizar sua auto-estima de mulher bonita, sensual e tal. Mas se sua imagem for fator decisivo para crescer profissionalmente em empresas de terceiros... Aí sim. Seu perfil público e sensual de uma mulher bonita pode fechar suas portas pra ótimas opurtunidades de carreira. Agora, cê sabe que, principalmente aí na Europa, as mulheres brasileiras, são tremendamente desvalorizadas e são quase que objetos de sexo e prazer. Mesmo que esta não seja a realidade da maioria. Mas generalizam mesmo. Principalmente com o culto ao corpo que a mulher brasileira tem adotado, e o fato de, o acesso a seu corpo seja facilitado pelo o fato de um sujeito "interessado" ter mais ou menos dinheiro. A mulher objeto. Então, pra finalizar. A pessoa pode ter sido injusta, ou pode tá lhe passando um alerta de rumores que podem estar rolando por suas costas. Vc deve pesar os prós e os contras. Se vc se sente bem e pode dar de ombros e está disposta a pagar o preço por sua sensualidade... Tá valendo. Caso contrário... Leve a critica pelo melhor lado. Pode se positiva ou negativa. PS. Custa 100 conto aassessoria!!!! ahahauauahuahauhauah

Taiane escreveu: "Carlos Voce è FODA meu irmao...Mas vc um pouquinho me conhece nè? e sabe que mulherzinha eu nao sou, nao è verdade? e è logico que nao è sempre que eu vou usar uma sainha curta, um vestidinho colado etc...nao usaria jamais uma vestimenta dessa pra ir numa entrevista de trabalho ou para o trabalho.Beijao Carlos, galera visitem o face de Carlos de Albuquerque um amigao SUPER INTELIGENTE morador de rua e FENOMENAL!!!"

Carlos de Albuquerque: Mas veja bem. Vc diz que nem sempre veste sainha curtinha. Mas vou lhe esclarecer o seguinte. Se vc não sabe, as empresas estão a cada dia mais, usando as redes sociais pra monitorar candidatos (as), encontrar profissionais e etc. De nada adianta vc, pessoalmente, numa entrevista não vestir sainha, se o seu contratante encontra em seus perfis públicos tudo que ele não gostaria de encontrar. Cê precisa entender ainda o que são as redes sociais. Não tem noção. Uma frase fora de contexto ou polêmica pode lhe transformar em vilã ou mocinha com repercução nacional ou mundial do dia pra noite. Uma imagem então... Não existe separação de sua vida real com a virtual. Se vc cuida de uma mas deixa a outra de lado. Pode sofrer as consequências. E pra finalizar, posso pontuar que a virtual é bem pior que a sua vida real. Porque se espalha rápido e 1 segundo depois de vc apertar o ENTER, em alguns casos, não tem mais chances de se arrepender. Captou?

sábado, 6 de agosto de 2011

A Revista Época desta semana poupou o nome do Secretário do SMAS-RJ Rodrigo Bethlem estranhamente...

Selma ******* ********: Vi na TV, parabéns Secretário...
quarta às 20:45 · CurtirCurtir (desfazer).
 
Carlos de Albuquerque: Li a matéria da Época desta semana e dois pontos me chamaram atenção. O primeiro foi o fato de o nome do Secretário, em momento algum ser citado na matéria. Ano que vem é eleição. A Revista Época é um braço editorial das organizações Globo, que produz o Profissão Repórter, que aliás, ainda não assisti. O que fala da internação compulsória de usuários de crack. No meu raciocínio tem certa razão de ser, o fato da omissão do nome mandatário da pasta Municipal de Assistência Social da Prefeitura do Rio... Com um pouco mais de atenção deu pra entender um pouco. Vamos a uma operação matemática: Rodrigo Bethlem + Filho da Grande estrela Global consagrada e que gosto muito; a atriz Maria Zilda Bethlem + Profissão Repórter (TV Globo) + Revista Época (Globo) + eleições do ano que vem... = Lógica. Que lógica? Simples. O fato de o nome do Secretário não aparecer numa publicação nacional, cujo o conteúdo da matéria, são ações deflagradas pelo SMAS-RJ, e que está gerando apoios e criticas, parece-me uma forma de poupá-lo de um possível desastre, da tão aclamada necessidade da internação dos viciados (as). Se bem sucedidas, podem somar politicamente ao Secretário. Se afundarem podem levar junto a reputação política do Bethlem. Acho que a matéria da Época o poupou da discussão, que pelo que li na matéria, pode não ser tão interessante pra ele nesse momento, pois há quem concorde e apoie a internação compulsória, mas o teor da matéria mostra que o lado negativo. Inclusive opiniões contrária de especialistas e da OAB por exemplo, que vem em rota de colizão com a "eficácia" pregada pelo Bethlem. A segunda coisa, é que segundo a publicação, tramita no Congresso Nacional, um projeto de lei, que facilita a internação compulsória de qualquer pessoa adulta contra a sua vontade e sem a necessidade de ordem judicial. Hummm! Quem viveu o período militar deve tá entendendo mais ou menos a preocupação. Mas... Não estamos numa ditadura. Ou estamos!?! Justamente num governo de "esquerda". Nas fotos da da matéria, aparecem apenas, do SMAS-RJ, os Agentes do subordinados ao secretário. Ele não aparece nem em nome e muito menos em imagem. Inclusive um dos Agentes eu conheço bem. Já me recolheu algumas vezes. Sintomático, não? Sem mais delongas. RESUMINDO. A matéria da Época, não tráz muito otimismo para as ações compulsórias do Secretário não. Pelo contrário. São ações que podem causar-lhes grandes problemas. Como, por exemplo, a questão do Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que segundo a matéria, quer tomar este mesmo tipo de providência nas Cracolândias de São Paulo, e a opinião de um dos entrevistados da matéria. Se eu não me engano, um promotor, que diz, que ele corre o risco de enfrentar, se insistir no assunto, a corte internacional, e acabar sendo julgado por Crimes contra a Humanidade. Sinceramente, torço pra que o Bethlem esteja certo e a internação compulsória resolva de fato a questão. Mas o cenário que a Revista Época pinta, não promete muito isso não.
há 42 minutos
 
Carlos de Albuquerque: Agora... Se não funcionar (a internação compulsória), alguém tem que sugerir alternativas. Nada adianta ficar falando que não funcionará, e em muitos casos, até torcendo pra dar errado, mas também não ajudar a Prefeitura, sugerindo o que fa...zer então. A idéia central não pode ser esta. O Bethlem vai jogar tudo pra cima e dizer: Ah!!! Que se dane então! Tô fora!!!! Critica sem sugestões é burra, e capaz de criar até mais problemas que os do seu "réu".
há 15 minutos · CurtirCurtir (desfazer)