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sexta-feira, 15 de julho de 2011

O fim das gravadoras comerciais culminou no fim de canções de qualidade

por Carlos de Albuquerque, quarta, 29 de junho de 2011 às 22:56.

Outro dia li uma matéria no Segundo Caderno do Jornal O Globo, em que músicos, cantores e artistas da atualidade, reclamavam que a academia não discutia a cena musical dos últimos 20 anos. Na matéria tinha fotos de uns 20 deles, que a maioria, ninguém ouvia falar. Outros ainda, produziam um tipo de música, que na minha concepção é perda de dinheiro, de tempo, dentre outras coisas. O que a maioria deles faz é a tal cena independente (ou comerciais das enfraquecidas gravadoras comerciais de hoje), que na verdade, é o mesmo que um caixão onde as boas canções foram enterradas para se eternizarem. Ou melhor, da laranja que consumimos dos anos 90 pra trás só sobrou o bagaço, a partir da década de 2000. Mas vejo o lado bom. A maioria da péssima produção da música-lixo brasileira e mundial que surgiu em meados de 90, entrando nessa última década, se enterrou nela mesma. Vejo que o problema da cena musical atual, é que nada tem muita consistência, não tem música, não tem poesia, não tem sentimento, não passa emoção. A maioria dos artistas que foram auge na MPB por exemplo, na década de 2000, já quase não aparecem na mídia. E dúvido que muitos deles ainda sejam lembrados nos próximos 30 anos. Posso citar um timbre de voz que surgiu mais marcantemente, com Ângela RoRo, por exemplo. Anos depois surge com timbre parecido, mas ainda sim original, que foi a Cassia Eller; Veio também a Zélia Duncan; depois surgiu a Ana Carolina... Todas com vozes mais graves. Depois dessa última sugiu um monte de Anas Carolinas. Vozes parecidas, músicas parecidas, o mesmo estilo de composição e batidade violão-banda muito igual. Bom. Citei essas apenas como exemplos. Mas tem outros e outros.

Pra mim, a pior coisa que aconteceu em toda a produção de qualidade nos últimos anos, e aqui vou citar a música como exemplo, foi a derrocada das gravadoras comerciais. O fim da industria e do funiu de uma escolha de artísta e música que era comum nas gravadoras que visavam o mercado; mais a expansão da informação com a vinda da internet, foi o fim para canções de qualidade. Por que? Simples. Porque pra você gravar um disco antigamente, era um funil cruel, e você tinha a obrigação de ser bom. Ou então, podia esquecer. Até mesmo as músicas-artistas "meteoros" só passavam se provassem que eram bons no gênero e seguimento musical que queriam seguir. Assim, o pessoal suava a camisa para conseguir passar no cruel e necessário funil das gravadoras comerciais. Tínhamos assim, como resultado, alta produção musical e de tremenda qualidade. Veja a cena cultural de hoje! O fim da força das majors (gravadoras comerciais internacionais) e nacionais, culminou no desleixo que a cena independente, a queda do vinil, concomitante com a pirataria e globalização representada fortemente com a internet, trouxeram. Ficou tudo fácil. Hoje o cara grava um CD em casa dentro de seu quarto improvisado de estúdio; compõe sem muito interesse mercadológico; não há pressão nem funil. Basta gravar qualquer coisa, de qualquer maneira e pronto. Já tá rodando.

CENA INDEPENDENTE

Claro que é um disperdício de dinheiro...

Estamos condenados a ouvir músicas que só prestam pra encher discos e repertórios de "shows" e manter viva a indústria que pede socorro...

Não tenho mais interesse de entrar em apresentações da cena...

Atento você logo perceberá que não são músicas, mas sempre algo que perece cópia muito mal do que já foi feito...

Inpensável que a música viraria tão falso brilhante...

Não sou antiquado, mas não ouço nenhum artista da cena atual quando estou na internet. Não me interessa...

Dependentes das gravadoras comerciais, tinham que produzir bons doces, ou... Tchau!

E agora tenho que me contentar com a melhor coisa que a internet trouxe, que foi a chance de ser, pela qualidade, nostálgico...

Penso que os "artistas" da cena de hoje, deviam na verdade repensar sua forma de produzir não comecial, ou... Continuarão a reclamar...

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